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Eu tenho câncer metastático. E agora?

O uso dos chamados vetores não virais pode evitar efeitos adversos ao paciente porque o gene não se integra ao genoma da célula hospedeira

O avanço da medicina tem permitido tratamentos oncológicos mais eficazes e menos agressivos com foco nas características genéticas do tumor. Desta forma, os pacientes diagnosticados com câncer metastático podem conviver com a doença de forma natural e por muitos anos.

De acordo com a médica Dra. Lilian Arruda, oncologista e investigadora do Centro de Pesquisa Clínica do IBCC Oncologia é possível combater o câncer com precisão. "Hoje não se pode prever quanto tempo os pacientes irão conviver com o tumor, pois a expectativa é cada vez melhor. Dispomos tanto de métodos usualmente aplicados como quimioterapia, radioterapia e cirurgia, como procedimentos inovadores como o uso de medicamentos que estimulam o sistema imune, mapeamentos genéticos, terapia alvo-molecular, entre outros", diz Lilian.

Com as diferentes terapias oferecidas, o câncer de mama metastático, por exemplo, hoje pode ser considerado uma doença crônica e a paciente pode levar uma vida normal por muitos anos. 

A Dra. Lilian acrescenta que uma das principais recomendações oferecidas às pacientes é para que não fortaleçam o medo. "Sempre oriento para que elas não girem em torno de uma incerteza do que pode acontecer e vivam uma vida plena e intensamente", observa.

A aposentada Denise Fantini, 56 anos, paciente do IBCC Oncologia há 12 anos é um exemplo e uma das adeptas às orientações da Dra. Lilian. Ela foi diagnosticada inicialmente com câncer de mama em 2008. "Receber o diagnóstico do câncer foi impactante, mas aceitei e enfrentei", diz Denise ao lembrar que passou por quimioterapia, radioterapia, uso de medicação e cirurgia para a retirada de um quadrante da mama. 

Em 2012 descobriu outro nódulo no seio e mais uma vez enfrentou a doença e tratou. No ano de 2015 houve a metástase. "Foi uma coisa pesada que atingiu quadril, coluna e pulmão", recorda. No ano de 2013, foi convidada pelo Dr. Felipe Cruz, oncologista e coordenador da área de Pesquisa Clínica do IBCC Oncologia, a integrar um estudo aberto e realizar o tratamento via protocolo.

Denise atendia todos os critérios e poderia ser a esperança para ela. "Aceitei de imediato. Nem terminei de ler o que estava escrito no contrato. Eu verdadeiramente amo a equipe de Pesquisa Clínica e se não fosse esse pessoal e Deus, talvez não estivesse aqui para contar", ressalta. 

Ela é aposentada, tem três filhos e cuida da mãe. Leva a vida com tranquilidade e vê a metástase como ela mesmo diz "um resfriado que precisa trocar o medicamento de vez em quando", revela. Ela continua com o tratamento por meio de acompanhamento com a equipe de Pesquisa Clínica do IBCC Oncologia, em que recebe terapia alvo com uma combinação dos medicamentos: Trastuzumabe e Lapatinibe.

A Dra. Lilian finaliza destacando que a metástase continua a ser um desafio para a medicina, mas  reitera "no IBCC Oncologia a gente faz um trabalho em equipe. A Pesquisa Clínica é composta por profissionais capacitados para oferecer um tratamento adequado. É indispensável que a paciente tenha força de vontade e uma atitude positiva com relação ao diagnóstico e intervenções (como é o caso da Denise). Juntos superamos os obstáculos", completa.

Principais perguntas sobre metástase:

- O que é metástase: termo usado para designar o estágio em que o câncer atinge outros locais além do que iniciou. Ou seja, trata-se da formação de uma nova lesão tumoral a partir de outra, mas sem continuidade entre as duas.

- É considerada grave: pode ser considerada uma doença crônica e o paciente acometido pode levar uma vida normal.

- Como atinge outros órgãos: por meio da circulação de células tumorais pelo organismo pelos vasos sanguíneos e linfáticos. Nessa ação podem atingir outros órgãos, se instalar e proliferar.

- Como é o tratamento: não existe um tratamento padronizado, mas opções incluem quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e até cirurgia.

- Pode ser considerada uma doença terminal: Um indivíduo que apresente um câncer já com metástases pode viver bem, ser ativo e produtivo, muitas vezes com pouco ou nenhum sintoma da patologia.

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