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HC realoca pacientes para liberar 900 leitos aos infectados pela covid-19

Beatriz Perondi esclarece que é uma operação de ‘guerra’ necessária devido ao aumento do número de casos no Estado

Foto: Marcos Santos / USP Imagens
O Hospital das Clínicas está disponibilizando 900 leitos para tratamento de pacientes da covid-19. Os doentes infectados com o novo coronavírus devem ficar em prédio separado dos demais e com equipe médica treinada. A ação é motivada pelo aumento exponencial de contaminação em São Paulo, que registra cerca de 1.052 casos confirmados e 58 mortes, até a sexta-feira, dia 27.
Beatriz Perondi, coordenadora do Comitê de Crise do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, afirma ao Jornal da USP no Ar que a disponibilização dos leitos é uma operação de guerra e mobiliza todos os funcionários do HC. Ao todo, são 200 leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) e 700 de enfermaria. A instituição está realocando pacientes com outras doenças ou tratamentos para outras unidades de saúde, a fim de liberar os leitos para o tratamento dos doentes da covid-19. A transferência dos pacientes deve terminar na semana que vem.
Beatriz informa que os 900 leitos já estão equipados, porém, faltam médicos e enfermeiros para o atendimento, mas o HC já está realizando contratações de emergência. "Quem vai trabalhar nesse prédio [dedicado ao tratamento da covid-19] são profissionais que não apresentam risco, todos abaixo de 60 anos de idade. Antes de abrir a ala, eles são todos treinados com tudo o que é preciso para zelar pelo paciente."
O Hospital das Clínicas tem recebido apenas os casos encaminhados por outras instituições de saúde. Segundo a médica, devido ao aumento de infectados pelo novo coronavírus, está sendo atendido o máximo possível de pacientes. Ela recomenda que, em caso de sintomas da doença, é imprescindível que as pessoas procurem unidades básicas de saúde ou prontos-socorros e, desse modo, poderão ser encaminhadas para o HC.
A instituição já possui 40 leitos em uso por infectados pelo novo coronavírus. Em relação ao tempo de internação dos casos graves, Beatriz comenta que "ainda é incerto no Brasil, mas a média em outros países é de três semanas, o que dificulta porque, se o paciente fica três semanas, não é possível realocar e por isso tantos leitos são necessários".

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