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Novos negócios (tecnológicos) de comunicação

Fernanda Lara | fernanda.lara@i-maxpr.com

Fernanda Lara | fernanda.lara@i-maxpr.com

25 de fevereiro de 2021

Artigo publicado no Anuário da Comunicação Corporativa 2020

A capacidade de reinvenção é a força motriz dos comunicadores. Em poucas décadas, as agências se remodelaram e reestruturaram diversas vezes, adaptando-se aos ventos econômicos e ao mercado e suas (nem sempre claras) exigências.

Mesmo com os obstáculos, é inegável que hoje existe um segmento de comunicação corporativa estabelecido no país, com geração de empregos, movimentação de negócios e, principalmente, relevância.

Apesar disso – uma vez mais -, o momento exige uma reinvenção. Porém, diferente do que temos ouvido como resposta de muitos empreendedores de comunicação, o caminho a ser trilhado para entregar algo que justifique o cliente de manter o fee ou de ampliar o contrato não seja desenvolver mais conteúdo sem uma garantia clara que a audiência será impactada ou sem extrair nenhum tipo de inteligência ou dado no processo.

Inovações em comunicação corporativa

Fernanda Lara, CEO do I'Max, na sede da empresa
Fernanda Lara, CEO do I’Max

As empresas de comunicação estão com o desafio de pensar e formular novos negócios, sem perder suas características e expertises. E, entendendo que o cliente tem feito cada vez menos distinção entre as ações de Relações Públicas, de Marketing Digital e de Ações Comerciais.

Até por isso muita empresa começa a considerar internalizar todos os braços de comunicação. Isso faz com que a pressão sobre a agência aumente demais.

Para mim, o novo modelo de Comunicação Corporativa que interrompe esse ciclo depende não apenas de adotar, mas principalmente abraçar a tecnologia enquanto oferta de negócios.

Se um dia as inovações tecnológicas tomaram espaços (da mídia, das instituições financeiras, das salas de reunião – onde temos vivido nos últimos meses), agora devemos entender se e como a tecnologia vai gerar receita para as agências de comunicação.

A comunicação corporativa precisa estar cercada de conteúdo de qualidade
A comunicação corporativa precisa estar cercada de conteúdo de qualidade

Projetos inovadores

Acho importante estabelecer uma certa diferença entre o que chamamos de departamento de tecnologia que na verdade dá o suporte em informática e a sistemas essenciais para as empresas existirem hoje em dia e os parceiros de tecnologia que as agências precisam ter para desenvolver novos negócios.

São níveis de conhecimento e capacitação totalmente diferentes. A trinca Tecnologia – Negócios – Conteúdo tem que fazer parte do novo perfil profissional dos executivos das agências para que se comece a ver projetos inéditos e escaláveis para os clientes.

É possível, por exemplo, ter parceiros que ofereçam ferramentas, softwares e serviços de tecnologia que podem ser repassados como portfólio da agência. Isso sem que o fornecedor apareça (fórmula consagrada em outros segmentos, principalmente de alimentos).

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Aliás, essa talvez seja a maneira mais convincente de abrir novas oportunidades de negócios, enquanto ainda há uma corrida pela digitalização nas empresas clientes.

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Hub de possibilidades

Em pouco tempo, a agência vai passar a ser vista pelas interfaces como um hub de possibilidades tecnológicas.

Algumas agências já estão criando um dashboard próprio para fazer face única de conteúdo, design e indexação digital. Além de informação, inteligência, banco de dados, interação multicanais/gestão de comunicação interna e outras tecnologias para o cliente.

Mas, da tela de computador para dentro, tudo será segmentado com parceiros da agência numa relação ganha-ganha.

A grande pegada é que o conteúdo de qualidade permeia todas essas oportunidades, portanto nada faz mais sentido que a união entre conteúdo e tecnologia.

Novos espaços

Ao ampliar o leque via parcerias tecnológicas, as agências conquistam novos espaços de negócios e os rendimentos diversificam.

Como bônus, até renovam um segmento que está um tanto quanto estafado das mesmas práticas. As parcerias também permitirão criar grande diversificação entre as concorrências.

Como líder de um forte player de tecnologia para comunicadores, estou trabalhando para garantir a nossa fatia de participação nesse cenário futurista e economicamente eficiente.

O que esperamos é que mais agências abracem essa visão. Para, como parceiros, propiciarmos a reinvenção do business por meio da associação de conteúdo e tecnologia.

Novos negócios (tecnológicos) de comunicação, por Fernanda Lara, CEO do I'Max
Novos negócios (tecnológicos) de comunicação

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